Movement (1981):

O difícil primeiro álbum, ainda mergulhado nas trevas do Joy Division. Um disco onde a atmosfera sombria predomina. Destaque para "ICB" (iniciais para Ian Curtis Buried), "Senses", "Denial" e "Dreams Never End", que - não coincidentemente - possui acordes muito semelhantes ao sucesso "Inbetween Days" do The Cure, lançada anos depois.

 


Power, Corruption And Lies (1983):

Mais seguros nas experimentações eletrônicas, o álbum abre com a inspirada "Age of Consent". Outros destaques são "Your Silent Face", uma balada kraftwerkiana, "Leave Me Alone" e a instrumental "Ecstasy", música do tempo em que a palavra significava um estado de euforia e nada mais. As versões do álbum em cassete e CD contêm a clássica "Blue Monday", além de seu remix "The Beach".


Low Life (1985):

O álbum mais inspirado da banda, iniciado com "Love Vigilantes", uma canção pacifista sobre os horrores da guerra. Outros destaques são a belíssima "Elegia", "Sooner Than You Think", "Subculture" e a obra-prima "The Perfect Kiss".

 

 


Brotherhood (1986):

Um pouco exagerado no pop, tem seus bons momentos em "Angel Dust", "As It Is When It Was" e "Every Little Counts". O disco contém ainda a versão original de "Bizarre Love Triangle", a melhor de todas, com Gillian descendo o dedo nos teclados e direito a coral no final.

 


Substance (1987):

Primeira coletânea de singles da banda, trazia ainda alguns bons remixes. Originalmente lançado com quatro discos, chegou ao Brasil como vinil duplo, e ainda assim não havia quem não carregasse debaixo do braço sua cópia daquele "álbum branco" que, mesmo não sendo dos garotos de Liverpool, também marcou toda uma geração. A versão em CD recuperou o formato original do disco quádruplo, inclusive no Brasil.


Technique (1989):

Para muitos, "quase um Low Life". É sem dúvida um dos melhores trabalhos da banda, que foi amparado comercialmente pelo grande sucesso de "Round & Round". O design de Peter Saville é particularmente impressionante neste disco, que tem como principais destaques "Vanishing Point", "Run", "Fine Time" e "Love Less".

 


Republic (1993):

O primeiro álbum gravado fora da Factory, abre maravilhosamente com "Regret", uma das melhores canções já feitas pelo New Order. "World", "Everyone Everywhere", "Ruined In A Day", "Liar" e a belíssima "Avalanche" compõem um novo cenário criativo para a banda.

 

 


(The Best of) New Order (1994):

Esperta antologia de singles lançada pela nova gravadora, London Records. Vale por reunir muitas músicas que só estavam disponíveis em single, como "World In Motion", "Touched By The Hand Of God" e "Blue Monday 88". A versão americana do CD contém ainda a inédita "Let's Go (Nothing For Me)".

 


(The Rest of) New Order (1995):

Reunião de remixes mais atuais, elaborados por diversos DJs. Alguns são fantásticos, enquanto outros são horrorosos. Nota dez para as recriações de "World (Perfecto Mix)", "True Faith (Shep Pettibone Mix)", "Touched By The Hand Of God" (Biff and Memphis Remix)", "Regret (Fire Island Mix)" e "Age of Consent (Howie B. mix)".


Get Ready (2001):

A prova definitiva de que o verdadeiro talento nunca morre. Fiel ao seu som, a banda mais uma vez surpreende com dez novas e criativas canções, onde se destacam a incrível "Crystal", além de "Vicious Streak", "Primitive Notion", "Someone Like You" e a acústica "Run Wild".

·

 

 

E se você estiver disposto a gastar um dindim adicional, alguns (bons) importados:

1981-1982 (Factus 8) (1982):

EP com músicas memoráveis, como "Cries And Whispers" e "Procession". É também o único álbum da banda com a versão original do clássico "Temptation". Quem não lembra de Kelly Macdonald entoando seu refrão ("Oh you've got green eyes / oh you've got blue eyes / oh you've got grey eyes") na famosa cena de crise de abstinência em "Trainspotting"?

 


The John Peel Sessions (2000)

Relançado ano passado, é um registro antológico de duas passagens da banda pelo programa do DJ John Peel, da Radio BBC, com direito a uma cover de Keith Hudson ("Turn The Heater On", o reggae mais gélido da história) e uma inédita ("Too Late"). Destaque para a versão de "5-8-6", uma espécie de "pré-Blue Monday".

 


BBC Radio 1 Live In Concert (2000)

Também um relançamento, é uma boa chance de ouvir o som da banda ao vivo, apesar de sua performance deixar um tanto a desejar fora do estúdio. Gravado em 1987, tem seus bons momentos em "Age Of Consent", "Temptation" e "The Perfect Kiss". Uma boa surpresa é a releitura de "Sister Ray", do Velvet Underground, que costumava fazer parte dos sets do Joy Division.