Apesar de já haver muitas pessoas especializadas na prática, ainda nos deparamos com casos de infecções decorrentes de inexperiências, material inapropriado, e falta de higiene no local de aplicação.

Para alguns, a "arte do corpo" é uma forma de se expressar, e de expressar em que se acredita. Para outros, é uma maneira de se tornar singular, de pertencer a uma cultura ou a um determinado grupo, ou ainda de simbolizar uma experiência pessoal.

Apesar de estar inserido entre diversas culturas atualmente, uma forte característica das pessoas que carregam piercings pelo corpo é a pouca idade. Ele ainda é um símbolo de jovialidade e contestação, apesar de todo o embasamento estético que contem. O corpo é visto de uma forma muito diferente por jovens e adultos. Adultos buscam a conservação se seus corpos, enquanto que jovens testam seus limites e anseiam por conhecer e experimentar seus corpos.

Antes da banalização, quando ainda não era muito difundida a prática no Brasil, o piercing era de grande serventia para que se classificasse os jovens. Essa classificação, no entanto, era negativa, pois ligava ao jovem uma idéia de marginalidade. Pobre dos pais que chegassem em casa um dia e se deparassem com o rosto de seus filhos perfurados. Ainda há uma grande resistência da parte de muitas famílias, e, com o crescimento de adeptos de pouca idade, em 1997 institui-se que não seria permitido a um menor de 18 anos de idade colocar um piercing nem fazer uma tatuagem, nem mesmo com a autorização dos responsáveis, alegando-se que antes dos 18 dificilmente alguém teria condições de decidir o que se quer fazer em seu corpo, mesmo que sendo provisório, visto que a pele se regenera quando o piercing é removido. Antes de 1997, era necessária a autorização dos responsáveis para menores de 18 anos. >>>