Um ano após o lançamento do filme, catapultado por uma criativa campanha promocional, o estúdio prepara-se para pôr no mercado uma continuação, anunciada desde já como ainda mais instigante do que o primeiro episódio. E com o vídeo nas prateleiras das locadoras há alguns meses, a controvérsia volta a se acender: afinal, "A Bruxa de Blair" tem algum mérito? Trata-se de um filmeco picareta ou de uma autêntica explosão de criatividade?
O grande divisor de opiniões parece ser a bagagem cinematográfica do espectador.
Existem várias maneiras de se filmar uma história de terror, mas duas são as mais prevalentes. Em "O Exorcista", ninguém duvida quando a menina Regan vê-se possúida pelo demônio, pois ela começa a levitar, vomita sopa de ervilhas e realiza contorcionismos cervicais impressionantes.
Um excelente filme em sua categoria, "O Exorcista" ilustra a vertente explícita do terror, em que tudo é mostrado à platéia da maneira mais chocante possível, como se o diretor constantemente exclamasse: "Não feche os olhos! Veja isto! E agora isto! Gostou? Então tome mais!"
"O Despertar dos Mortos", de George Romero, figura na lista dos grandes filmes de horror, funcionando também como crítica social mordaz. Inclui sequências de gosto duvidoso, apesar de justificáveis pela trama, como um homem esquartejado vivo por uma horda de zumbis famintos (!). Mais explícito, impossível.
Mas há quem prefira a sutileza ao contar uma história macabra. "Desafio ao Além", de Robert Wise, foi rodado em 1963 com muitas idéias e nenhum efeito especial propriamente dito. Toda a atmosfera da casa mal-assombrada é transmitida através do uso de lentes especiais e de ângulos inusitados da câmera.
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