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Falei da Graforréia? Marcelo Birck, ao lado do grande amigo de infância Frank Jorge, é um dos criadores da incensada banda gaúcha. "Temos uma parceria sangüínea", diz. A banda, que durou de 1987 até 2000 (e lançou dois discos, Coisa de Louco 2 (1995) e Chapinhas de Ouro (1998), na realidade não contou por muito tempo com Birck, que saiu para montar a Aristhóteles de Ananias Jr. - embora continuasse sendo o compositor da Graforréia. E se a Aristhóteles deu muita dor de cabeça ("Foi um desgaste enorme gravar o CD da banda", conta, referindo-se ao disco lançado em 1996), a química na parceria com Frank Jorge só cresceu. Convidados para fazer um show em Chapecó (Santa Catarina) no ano passado, resolveram retomar as composições. Na data desta apresentação, escreveram uma música; depois houve alguns shows onde cada artista tocava separadamente suas músicas próprias e, no final do set, reuniam-se para algumas canções da Graforréia. Dessa forma resolveram, devagarinho, retomar a banda e compor novas músicas. Já foram 4 shows, e 15 músicas estão prontas - que devem virar um novo disco. "A atual parceria está mais agressiva, mais afiada", conta. "A gente amadureceu, não só em estilo, mas para atingir nossos objetivos". A notícia deixa exultantes os fãs da Graforréia e vem no momento em que ocorre uma maior valorização da importância da banda. Birck acredita que o movimento de reavaliação do trabalho de Roberto Carlos acabou respingando as atenções para a Graforréia. "Não existe outra banda com uma referência tão clara da Jovem Guarda. Tem muita gente que não gosta por puro preconceito, assim como acontece com o Roberto". E, por incrível que possa parecer, Birck diz que não gosta de tocar Amigo Punk, a música que é quase um segundo hino do Rio Grande para muitos. "Ela nunca foi uma preferida, foi composta há mais de 10 anos... Prefiro Chapolin ou Vamos para o Rancho". segue>>>