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O inquieto Birck parece não ter tempo suficiente para colocar em prática todas suas idéias e projetos. Além de divulgar seu álbum - "que só tem recebido críticas favoráveis da imprensa", como ele mesmo conta -, o ex-professor do Instituto de Artes da UFRGS tem composto bastante, já pensa no próximo disco ("que é uma incógnita pra mim mesmo") e planeja o mestrado - Birck é, também, um ex-aluno do curso de Música da universidade. "Não imagino meu trabalho sem a influência do IA, mas não de uma maneira ortodoxa, associada à academia - aliás, não concordo com a dissociação entre erudito e popular feita na universidade", diz. Além disso, o músico de 35 anos - que é separado e tem uma filhota de 5 - trabalha com o grupo Sons Transgênicos, um projeto experimental que conta com mais 3 músicos ligados ao IA. Misturando bases executadas e pré-gravadas em computadores jurássicos tipo MSX e TK90 com percussão ao vivo (em instrumentos nada convencionais, como bacias, fitas de aço, canos de PVC e cuias de chimarrão), o Sons Transgênicos foge de qualquer padrão preestabelecido de harmonia e musicalidade, e é tão de vanguarda que faz o disco solo de Birck parecer canção de ninar.segue>>>