| A
apresentação |
| Quando
os beats acelerados começam, mágica
acontece. A música eletrônica, além
de revolucionar o final do século XX, criou
com ela uma pulsante e rebelde cultura, que acima
de tudo é extremamente criativa. Ao abrir
seus braços para ritmos como soul, funk,
rock, punk e jazz, ela mostra suas raízes
e ausência de preconceitos.
Ao
fazer uso da tecnologia e da rapidez, aponta para
o futuro e democratiza o modo como a música
é criada e distribuída. Com toda
sua pulsação e vida, derrubou fronteiras
e conquistou ouvidos e corações
em todos continentes.
O
mundo das picapes, scratches e DJs criou um verdadeiro
movimento cultural. Por esta razão, os
amantes da música eletrônica se unem
em torno de uma importante causa: mostrar que
ela é sinônimo de energia positiva.
Quem
curte as batidas eletrônicas sabe que o
verdadeiro barato é a vibração
da música.
Nosso
barato é a música eletrônica. |
A
cena eletrônica gaúcha está em polvorosa.
Cansados de ver a música eletrônica ser relacionada
ao uso de drogas, atores do movimento clubber se reuniram
para tentar encontrar uma solução, dando
vida a campanha "Nosso barato é a música
eletrônica".
O objetivo
do projeto é desmistificar a idéia que
a mídia faz de que a música eletrônica
está intrinsicamente ligada ao consumo de drogas,
especialmente as mais moderninhas como ecstasy. Ana
Guerra, uma das pessoas envolvidas, conta que no Sul
o problema vem sendo muito debatido, principalmente
em relação ao consumo do e, a chamada
balinha do amor. “O problema é que a mídia
está relacionando isso tudo à cena eletrônica
daqui, gerando bastante problema para quem produz, gosta
da música e não tem nada a ver com o consumo
de drogas. A situação ficou insustentável
pois os patrocinadores sumiram e os clubbers estavam
todos sendo discriminados”, desabafa Ana.
Tati Suarez,
uma das parceira do projeto através do site Cena
Eletrônica, deixa claro que o maior problema
é que para a mídia, “vincular a
música eletrônica às drogas rende
matéria”. Mas as drogas estão em
todas as tribos, não pertencem a um segmento
específico, e portanto não podem simplesmente
servir de rótulo à cena eletrônica.
Dessa forma,
o foco inicial está na mídia, para quem
é preciso mostrar que a música - e somente
ela - pode ser o barato, não estando vinculada
às drogas. Para isso, as ações
propostas ainda são poucas, e vem acontecendo
principalmente pela internet. Mas a idéia é
que cada vez surjam mais parceiros, possibilitando uma
maior conscientização da questão.
No momento, quem estiver interessado pode participar
usando o slogan “Nosso barato é a música
eletrônica” e a logo em seus flyers de eventos,
releases, assim como nos sites e revistas afins.
Para os gaúchos,
a loja Quincy
Store tem camisetas vendidas a preços módicos.
Quem tiver
interesse em participar ou saber mais detalhes do projeto,
escreva para anaguerra@terra.com.br
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