É pessoas! Parece que foi ontem que começou, mas o ano de 2002 já chegou ao fim. E com ele as famosas tentativas de reunir a família, que pouco se viu devido a correria do trabalho, escola, filhos, contas a pagar, para decidir os detalhes da festa de Natal e organizar o famoso amigo-secreto (sem amigo secreto bagunçado, o natal em família perde grande parte da graça, não concorda?).

E não tem nada mais família no calendário do que a badalada noite do dia 24 de dezembro. As pessoas sorrindo felizes, trocando presentes, revendo parentes que nem lembravam mais que existiam, e tu brigando com o filhinho do amigo do teu tio porque ele não pára de bater com o novo carrinho de controle remoto no teu pé enquanto tentas beber cerveja e conversar com aquela prima "feia e seca" que neste ano virou uma mulherão com tenros 16 anos e corpaço de 20.

Pois é, amigos, o Natal em família é uma festa de contrastes. Bons e maus momentos se atropelam nas reuniões familiares de final de ano. Em qualquer reunião familiar, na verdade: basta alguns parentes e copos de cerveja para se ter uma bela festa, ou uma grande lavagem de roupa suja de 15 anos atrás. E por isso surgiu a curiosidade de saber o que as pessoas preferem fazer no Natal: ficar com a família ou sair com os amigos? Ou os dois? Por quê? E pra saber isso, só perguntando para as pessoas.

Recorri a alguns amigos que não se constrangeram em responder a um pequeno questionário de quatro perguntas que buscava saber se a preferência era a família, os amigos, ou os dois, e onde ocorreria a festa deste ano. Mandei para mais de 30 pessoas, mas pelo jeito elas não gostaram do tema da matéria: apenas 7 responderam. São eles: Alexandre Wolf, Raquel Moreira, Letícia Handel, Tiago Casagrande, Alisson Ávila, Luiz Gustavo (Beavis, no "jargão popular"), e Caroline Fernandes.

Consenso: todos acreditam que Natal é festa familiar. Assim, todos vão passar a virada de 24 para 25 de dezembro com os parentes. Exceto o Beavis, que vai estar morando durante os próximos 5 meses nos EUA, e ficou extremamente chateado por não poder desfrutar da família "disgraça" (palavra dele...) neste final de ano. Alexandre confessa, na cara dura, que está preocupado mesmo em agradar a mamãe, o que demonstra o grau de importância da festa no seio familiar. Para o Tiago, as lembranças da infância, daquele tio vestido de Noel saltando a janela, do enorme pinheiro cheio de presentes e da comilança, despertam a vontade de estar com os parentes, embora acredite que esta união se dê por força da presença da avó, que faz questão da festança anual. Mas depois gosta de reunir alguns amigos pra tomar uma cervejinha, programa bastante convidativo devido as quentes noites do verão gaúcho

As três meninas entrevistadas também dão preferência a família, até na hora da saída pós-ceia: Raquel reúne os primos e vai pra farra com a parte jovem dos parentes à tira-colo (entendeu agora a história da prima? E as meninas não se façam de inocentes, ou vão negar que espicham o rabinho do olho pra algum primo mais velho?). Já a Letícia, que este ano passará o Natal na casa da Tia Nica, prefere a família, mas se tiver "pilhada" até rola uma saída com os amigos. Para a Carol, praia e Natal combinam com perfeição: ela faz a ceia com a família e depois procura um barzinho à beira-mar pra comemorar com os amigos. Alisson já acha que o negócio é mesmo família, e dá preferência aos amigos no Ano Novo: "cada data tem a ver com o público envolvido", diz ele.

Pelo jeito o pessoal quer mesmo é unir o útil ao agradável, aliando família e amigos, na medida do possível. Lógico que esta pesquisa não tem nenhum caráter científico e o resultado pode ser contestado com argumentos racionais e emocionais de acordo com sua preferência para a noite de Natal. O importante é que você comece a programar desde já o que fazer para se divertir. Afinal de contas, em família ou com os amigos, Natal é festa. E festa é sempre desculpa para comemorar, beber um pouco mais e aproveitar.