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Por
Joana Coccarelli
O celebrado duo israelense de trance Infected
Mushroom é composto por Erez Aizen
e Amit Duvdevani, também conhecido
como Duvdev.
Erez
nasceu em 1980 e tem fortíssimo background
em música clássica. Aos quatro
anos tocava órgão e aos 11
começou a manejar músicas
pelo computador, desde então já
produzindo o que ele ainda não sabia
ser trance – na verdade, classificava
suas produções como “música
de impulso”. Aos 15 anos Erez tornou-se
membro da lendária banda Shidapu,
com a qual lançou três álbuns.
Atualmente, quando não trabalha com
Duvdev, lança gravações
sob a persona artística I-Zen.
Duvdev
nasceu em 1974 e possui histórico
musical similar. Tocou piano por nove anos
e aventurou-se pelas vertentes new wave
e rock. Uma das bandas da qual Duvdev participou
foi uma de punk rock chamada Infected Mushroom.
Em 1991, uma semana depois de ingressar
no exército, Duvdev foi a sua primeira
festa trance. Esta experiência mudou
sua vida; daquele dia em diante só
pensava nesta vertente da e-music. Após
passar um ano na Índia, decidiu produzir
músicas. Junto com Roy, um membro
da banda Shidapu, produziu quarto faixas,
mas nunca chegou a lançá-las.
Logo em seguida começou a trabalhar
com Erez. Juntos, lançaram um trance
simples e alegre sob o título de
Shidapu & Duvdev. Então ambos
começaram a se concentrar numa nova
linha, mais percussiva, ritmada e de grooves
melódicos, e denominaram-se “Infected
Mushroom” – nome emprestado
da banda punk.
A
dupla abala o universo trance a cada lançamento:
“Gathering” está na lista
dos álbuns de trance mais tocados;
já em “BP Empire”, compuseram
uma nova paisagem musical, já adotada
pelos DJs mais antenados do planeta. No
Brasil, o Infected Mushroom é obrigatório
nos cases dos DJs de full-on, que atribuem
a crescente popularidade do trance, em grande
parte, a Erez e Duvdev: “O som do
Infected é muito melódico,
canaliza muita gente nova para a cena trance”,
revela o DJ paulista Magrus.
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Fizemos
do Rio até a Barra do Una, litoral norte de São
Paulo, 11 horas de viagem apenas para curtir a festa. Tudo
bem, não era uma festa qualquer: no dia 04 de janeiro
de 2003, o duo israelense de psy-trance Infected Mushroom
iria se apresentar ao lado de vários outros DJs brasileiros
(maioria paulistas) numa enorme fazenda cercada de mata atlântica.
Na entrada era necessário andar por cerca de 2 km até
chegar no local onde o palco já estava armado e a galera
se acabando, afinal já eram 6 horas da manhã.
E foi logo que chegamos que Erez e Duvdev (os nomes por trás
do Cogumelo Infectado) fizeram seu set 1x1. Pois é,
começamos a festa ao som mais esperado do evento. E
que som... alucinógeno, perturbador, dançante,
viajante. Justamente o que esperavam as cerca de 2000 pessoas
que estavam lá. Passadas (mas não percebidas)
2 horas, eles se juntam para o live PA do Infected, ao som
de teclados, sintetizadores, efeitos e sequenciadores. Nessa
hora, cogumelos imensos postos nos 4 cantos do gramado começaram
a balançar, tremendo junto com tudo ao redor. A cada
progressão, urros humanos eram emitidos como sinal
de êxtase, a onda tava boa. Acabado o set, o público
queria mais e acabou rolando um bis. Você tem dúvida
de que foi um show ??
Os
DJs que vieram a seguir foram meros coadjuvantes e simples
mortais, o que não quer dizer que não mandaram
bem. Du Serena, um dos donos da festa, não fez feio
e abalou quando tocou uma versão psy de Seek and Destroy,
dos áureos tempos do Metallica. Essa hora muita gente
tinha aproveitado para se refazer do som dos israelenses e
dar uma passada no chill-out e/ou nos chuveiros instalados
estrategicamente. Esses chuveiros salvaram muitos devido ao
calor que fazia já de manhã. Era ir lá,
tomar uma chuveirada e voltar para a frente das caixas de
som. Mack veio a seguir e mostrou por que é um dos
DJs mais solicitados do momento. Com a ausência do Wrecked
Machines, Rodrigo Leal fez um set que manteve o (alto) nível,
abrindo caminho para mais 1x1, dessa vez entre Marcinho e
Laurent.
Ao
som da dupla, nos reunimos depois de quase 12 horas pulando,
dançando e perambulando pela fazenda. Nos arrastamos
de volta para o micro ônibus que nos esperava para mais
11 horas de viagem. Horas que foram aproveitadas para relaxar,
dormir e comer, relembrando os bons tempos que passamos. Ao
lado dos amigos, de outros que lá reencontrei (teve
um que veio direto do festival em Alto Paraíso de Goiás
para Sampa) e de gente do bem, posso dizer que, depois de
um reveillon meia-boca, essa festa foi meu verdadeiro ano
novo: alma lavada e missão cumprida. FELIZ 2003 !!!
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