O clube
carioca Boqueirão foi palco de uma das melhores
festas de techno dos últimos tempos na cidade,
que trouxe o live p.a. de Al Ferox e o set dj de Tonio,
os dois da Kobayashi Records.
A
primeira investida na noite carioca dos produtores paulistas
Danni Camilo, Luiz Fernando e Simone Ruotolo, no último
dia 25 de janeiro foi um sucesso incontestável. A Ferox
Club World Tour aconteceu numa naquelas últimas noites
de sábado que caiu um dilúvio sobre a cidade,
porém não amedrontou os quase 1.000 pagantes
que foram até o clube, no aterro do Flamengo, conferir
o line-up da pista principal que trouxe os DJ´s Schild;
o duo do selo francês Kobayashi
Records: Alessandro Farace, vulgo Al Ferox, com seu set
live e o dj
Tonio , e ainda, Maurício Lopes. Foi uma noite
de lenha com vista para a Baía de Guanabara.
A Pixxtinha-Baía de Guanabara, garantiu o mix de público
para a festa, já que o som era a batida quebrada de
três dos melhores nomes do drum and bass carioca e paulista,
os DJ´s Nepal, Xerxes e Yanay.
O Clube Boqueirão é um verdadeiro achado. Encravado
entre o Aeroporto Santos Dumont e o Museu de Arte Moderna,
ele ofereceu um espaço considerável para a pista
principal, um segundo espaço aberto para a Baía
de Guanabara, a Pixxtinha-Baía de Guanabara, e banheiros,
digamos, beirando o limite do suportável. Do lado de
fora muitas vagas e, pasmem, nenhum flanelinha pentelho. Bom,
mas isso talvez fosse por causa da chuva.
A
produção também não descuidou
do som. Marcelo Schild, exaltava a qualidade de som e luz
que não costuma aparecer aqui pela cidade: "há
quanto tempo não vejo um laser aqui no Rio" -
lembra Schild, que, assim como todos os DJ´s tocou de
cima de um palco, com uma vista "panorâmica"
de seu público. Um telão passava imagens dos
DJ´s tocando, com cenas do "jackass" perdidas
no meio. "Fiquei impressionado com a produção
da festa, não imaginava tamanha grandeza" - conta
o DJ Renato Bastos.
A festa começou com um set pra lá de animado
do carioca Marcelo Schild, que costuma incluir em suas noites
várias das produções de Al Ferox, lançadas
pela Kobayashi Records e pela subdivisão do selo, o
Dancefloorkillers.
A essa altura a pista já estava embalada para a apresentação
ao vivo de Al Ferox, que tocou uma hora, oscilando entre o
minimal, o techno old school e o electro. Ele fechou seu live
p.a. com uma música que trouxe o sample do vocal de
um dos clássicos da dance music, Get Up, do grupo Technotronic
(que pode ser baixada no site do selo Kobayashi).
Maurício Lopes, tocou durante duas horas, começou
seu set com sonoridades eighties, tocando uma versão
da música Strange Love, do grupo Depeche Mode, passando
para o techno e o electro. Maurício entregou as pick-ups
para o último DJ da noite, Tonio, que tocou até
as 7:30 da manhã muito techno com groove, com ótimas
mixagens que ele já teve oportunidade de mostrar na
Bunker, ano passado.
Todos
concordaram que rolou uma energia muito boa nessa festa, graças
também ao público presente. "O detalhe
mais engraçado da festa, pra mim, foi o cara de polainas,
corpete e uma jaqueta escrita `CADELA´ nas costas!"
- contava Victor Rodigues, o Apoc. Os techno-heads de alma
lavada, agradecem a noite, esperando por outras festas da
trinca produtora, em breve.
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