| Assim
que eu cheguei no Sambódromo de Sampa faltavam 5 minutos
pra começar o zémaria. Confesso que era uma
das atrações mais esperadas por mim no Skol
Beats. O grupo do Espírito Santo é super original
e faz uma música eletrônica (com banda) de deixar
qualquer um impressionado. A expectativa era enorme e os caras
souberam fazer um set ao vivo e mixado muito bem ensaiado
e enxuto (30 minutos) que animou geral quem estava lá
debaixo do sol em plena 4 e meia da tarde.
Cleber Port entrou em seguida. Fui dar um rolé. Jonas
Rocha, DJ carioca de house tava tocando na tenda da Lov.E.
Koloral na Movement. Passei no Mercado Mundo Mix pra dar uma
olhada antes que ficasse impossível, mas não
achei nada que merecesse meu suado dinheirinho. Voltei pro
Outdoor Stage para pegar o Marky & XRS Live + MC Stamina.
Apesar de algumas atravessadas foi muito bom o set / show.
E foi muita coragem deles terem ensaiado somente 8 vezes com
banda para mostrar algo totalmente diferente para seus fãs.
Ah, e o MC Stamina é simpatia em pessoa, super carismático.
Falou português até dizer chega. Acid Logic entrou
depois mandando um techno para a galera que ia embora satisfeita.
Foi a deixa para eu ver o Mark Farina. Grande DJ, hein ? Pesadão
(em se falando de house), com umas batidas que faziam tremer
o chão. Gostei. Totalmente diferente foi Total Science,
o cara é MUITO pesado e fez uma belíssima apresentação,
para a alegria dos b-boys. Xerxes foi o próximo. Começou
pesado também, mas aos poucos foi suavizando. O cara
é o produtor mais atuante da cena de drum’n’bass
do Brasil.

Mau Mau fez a alegria da galera que lotava a tenda de techno.
Ele é deus em São Paulo, impressionante. Dei
um confere no Gil Barbará também e no dj set
do Nick Riley. Fui pra sala de imprensa e Marky dava uma entrevista
para a tv. Simpático, o “melhor do mundo”.
Makoto era a próxima missão. Muito bom o rapaz,
japônes que faz parte da gravadora Good Looking, a mesma
do seu parceiro (e mestre) LTJ Bukem. No final, ainda deu
tempo de pegar os 20 minutos finais do Junkie XL live no palco
principal e ficar boquiaberto.

King Unique foi a parada seguinte. Fazendo um dj set de reponsa
na Gatecrasher. Aproveitei e conheci o lounge, a área
VIP dos abastados. Só entrava de pulseira ou de crachá
de imprensa. Lá dentro um visual absurdo. Denise (Ibiza)
mandava um house fino para os finos. "To the left, to
the right....", era Stereo MC's no Outdoor Stage mandando
ver, com banda, backing vocalists e tudo o que tem direito.
O gringo pulava feito uma pulga, não parava um minuto.
Bem animado.

DJ Patife tava quebrando tudo, tocou vários old skools.
Impressionante a força que ele e Marky têm em
SP !!!! Os caras arrastam multidões e têm uma
responsabilidade enorme em comandar a massa. Fiquei pasmo.
Patife jogou para a torcida, agradando geral.

A hora mais esperada do evento, para mim, tinha chegado. Foi
quando o Patife saiu fora e LTJ BUKEM entrou. Que set, meus
amigos !!! Que set ! Perfeito do início ao fim. Como
ele tava gravando para o Progression Sessions não tocou
nenhuma conhecida, mas e daí ? Não acreditávamos
no que estava acontecendo !!! Atmospheric drum’n’bass
para a massa, porém poucas pessoas entenderam o som
desse inglês e a pista ficou semi-vazia, ideal para
dançar tranquilo e sossegado. MC CONRAD grande nome,
grande MC, arrepiou. Não parou um minuto. Demais....
Foi aí que depois cheguei no chill-out. O maior chill-out
que já vi, todo mundo deitado dormindo no chão,
coberto de galhos de eucalipto !!! Fiquei pelo menos uma hora
chapado e me recuperando do que foi LTJ !! Tinha que conferir
também o que rolava lá de som, mas só
deu house fino. Tudo bem. Disseram que rolou hip hop e até
trance na parada.
Nessa altura do campeonato o DJ Marky detonava a Movement,
superlotando a parada. Era impossivel entrar. E quem já
tava dentro era impossível sair. A tenda "suava",
como é tradicional no Skol Beats. Que sue mais, sempre.
Cheguei ainda a ver um pouco do Grooverider antes de voltar
ao Rio. PRESSÃO.

Eram 6h40m quando peguei o ônibus de volta na rodoviária.
Tudo bem que o Outdoor Stage era longe e tinha que andar muito
até lá, mas valeu. O festival em si foi super
organizado, cheio de seguranças e policiais, não
vi nenhuma briga. Não tinha fila no banheiro, a do
caixa era rápida, sem maiores estresses. Todos os sets
começaram pontualmente, sem nenhum atraso, cumprindo
integralmente a programação !! Cerveja gelada
a R$ 2,00, grande variedade de alimentação,
tudo funcionou.
 
Esse foi o Skol Beats 2003 pra mim. Dizem que ano passado
tava melhor, porém o desse ano superou as minhas expectativas
e me deixou muito animado para o futuro da música eletrônica
brasileira.
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