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Em
1999, o primeiro caso detectado de AIDS completou 18 anos. Era 1981
quando o New York Times divulgou pela primeira vez a doença então
chamada de "Câncer Gay". Mas se a epidemia já completou a sua maioridade,
não podemos dizer o mesmo do comportamento social em relação a ela.
Desde
essa primeira manchete até os dias de hoje muita coisa aconteceu,
e, se estamos falando de sexo, temos o compromisso de lembrar que,
desde então, esta palavra nunca mais foi a mesma. Depois de ter
sido considerada um doença auto-imune dos homossexuais, a doença
seguiu um trajeto de segregação social que logo a vincularia a outras
minorias dos EUA, sendo então chamada a doença dos "Hs": Homossexuais,
Hemofílicos, Heroinomanos, Haitianos e prostitutas (hookers). A
sucessão de terminologias e achados cientifícos demonstravam que
a grande potência do mundo ocidental não só estava ameaçada na sua
supremacia científica, mas também na sua capacidade de lidar com
os direitos humanos. A AIDS desnudou violentamente uma cultura puritana
que às portas do século XXI tratava uma doença de forma muito
similar a Idade Média, com mistificações ingênuas e doses cavalares
de preconceito.
A identificação
de um padrão endêmico levou a hipótese do vírus que só seria identificado
anos mais tarde, mas, ela também gerou a suposição de que a doença
havia chegado ao continente proveniente da África, uma outra forma
de tentar atribuir à doença uma discriminação, agora de ordem continental.
O vírus foi identificado, a epidemia se alastrou por toda sociedade
e todos os continentes, a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou
o fim da noção de grupo de risco substituindo esta pelo conceito
de comportamento de risco e a identificação da mesma definitivamente
como DST (Doença Sexualmente Transmissível). No entanto, hoje, em
pleno ano 2000, ainda se faz necessário um artigo como este falando
sobre desmistificações em relação a AIDS.
Com
este histórico de interpretações equivocadas e discriminações oficializadas,
a contaminação pelo vírus denominado HIV, revelou que mais do que
um problema imune, a AIDS é um problema social de puritanismos hipócritas,
segregação de minorias, falhas gravíssimas nos sistemas de saúde,
falta de educação sexual, abismos sócio-econômicos e, no fim de
tudo, um certo desgosto de ver tão frágil o ideal de uma sociedade
que se pensava moderna.
Mas
nem toda trajetória foi nefasta. A AIDS trouxe a realidade das minorias
sexuais e do uso de drogas para os ambientes mais conservadores,
e nesses 18 anos uma enorme quantidade de conteúdo foi produzido
sobre comunidades que antes viviam à margem do sistema. Grupos
sociais deram lições de solidariedade e as ONGs e os movimentos
comunitários mostraram que o sistema tinha saídas alternativas.
O
advento do coquetel anti-AIDS melhorou a sobrevida dos pacientes,
no entanto, a euforia com as novas drogas acabou levando novamente
a uma negligência com as técnicas de prevenção, o que somou mais
um equívoco à trajetória desta doença.
Assim,
resgatando um slogan da campanha lançada pela ABIA: " AIDS: a melhor
prevenção é a informação." A MOOD abre um espaço para lembrar algumas
questões para que o seu sexo não só seja prazeroso, mas também seguro,
o que hoje em dia precisa urgentemente passar a ser a mesma coisa.
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A AIDS é transmitida por um vírus através do sangue, do esperma,
das secreções vaginais e uretrais, por isso em qualquer relação
com penetração, mesmo sem haver ejaculação é necessário o uso da
camisinha.
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Hoje em dia, além do preservativo masculino, é possível também utilizar
preservativos femininos.
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Na camisinha deve-se apenas usar lubrificantes à base de
água, como o KY. Outros tipos de substâncias dilatam os poros do
preservativo permitindo a passagem do vírus.
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Jamais use duas camisinhas ao mesmo tempo. Ao invés de dar mais
segurança,
esta técnica facilita o rompimento pelo atrito entre os dois preservativos.
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Tente se informar quanto a maneira correta de colocar o preservativo,
pois, apesar de ser uma técnica fácil, um equívoco (como não colocar
com o pênis ereto ou não apertar a ponta até completada a colocação)
pode levar à ruptura do preservativo e a exposição à contaminação.
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A saliva não contém o vírus da AIDS, e, portanto, o beijo não contamina.
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O soropositivo (paciente com o vírus da AIDS) tem que tomar o mesmo
cuidado quanto à prevenção, pois uma re-infecção é também
muito perigosa.
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O diagnóstico oficial do seu parceiro não deve nem impedir o sexo
nem modificar a sua conduta quanto aos cuidados com a contaminação.
Pois, ele mesmo pode não saber da própria contaminação, e fazendo
sexo seguro não importa se o parceiro é ou não soropositivo, pois
não haverá riscos de contaminação.
Quando
tiver algum tipo de dúvida recorra a órgãos oficiais. Você pode
fazer uma consulta em postos de saúde e existem centro de testagens
anônimas que além de sigilosas são gratuitas. Em todo país existem
ONGs que podem orientar você quanto aos cuidados na prática sexual
e listamos aqui alguns sites para você consultar:
-
Site Oficial do Governo: www.aids.gov.br
- Joguinho
pra testar suas habilidades para colocar a camisinha (você precisar
ter o plugin shockwave) www.walruscomputers.com/congame.html
- Teste
Você Sabe se proteger da AIDS? www.aids.gov.br/vocesabe.htm
- ABIA
(Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) www.ibase.org.br/~abia
-
PELA VIDDA (Grupo pela Valorização, Integração e Dignidade do doente
de AIDS) E-mail: gpvrj@pelavida.org.br
CD-ROM
"Sim à Vida" Sim à Vida reúne informações relevantes sobre AIDS,
ampliando as possibilidades de reflexão sobre o assunto. Apresenta
teorias, prevenção, histórico, estatísticas, terapias e artigos
que falam da AIDS em diferentes segmentos sociais. Sim à Vida acolhe,
em Emergência, aqueles que acabaram de descobrir que são portadores
do HIV. É um CD-ROM de comportamento crítico e informativo, mas
não alarmista. Você pode adquirir este CD-ROM pelo telefone: 263.0904
(LogOn)
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