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Por Clarisse Cunha O Rio provou que qualquer lugar é próprio para a agitação. Do Centro, os boêmios acabaram indo para a Lapa, onde ficaram até os anos 40. Era a elite com o submundo, uma verdadeira mata tropical, por assim dizer. A "possível" Paris tomava força no imaginário do carioca e a mitologia urbana era cada vez mais definida. O malandro, o artista, a prostituta, o travesti. A boêmia do Rio nada tinha a ver com a boêmia revolucionária política parisiense. Era de caráter artístico, estando atrelada ao lado cultural e intelectual da cidade, claro que altamente influenciado por leituras de Rimbault ou Baudelaire. Na Lapa, durou até o final dos anos 40, quando Getúlio Vargas acabou com a festa. Expulsos, os boêmios se transferiram para Copacabana, no chamado Beco das Garrafas. Ali, entre a R. Duvivier e R. Rodolfo Dantas, começou, de fato, a Bossa Nova com nada mais, nada menos que Tom Jobim e Elis Regina. »»»
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