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Por: Laura Cavallieri |
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drogas & festas ****drogas & festas ****drogas & festas ****drogas & festas ****drogas & festas ****drogas & festas ****drogas & festas **** |
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É sexta-feira à noite, e todos começam a se preparar para sair de casa. O fim de semana finalmente chegou, e com ele muitas opções de noitadas embaladas com música, diversão e encontros. Mas nem tudo é festa quando se sai à procura de um programa legal. Cada vez mais freqüentes, as drogas químicas tomaram um lugar fixo na vida de muita gente que antes se contentava com uma noite animada. Com o surgimento das raves, veio a necessidade de se optar por drogas que deixassem as pessoas animadas e com mais energia para agüentar o pique e a duração dessas festas embaladas pela música eletrônica. As raves surgiram no underground, o que faz com que a música eletrônica sofra um forte preconceito até hoje, sendo completamente deturpada nas mãos de rádios estritamente comerciais. Antes mesmo que pudesse se firmar no cenário musical brasileiro, foi rotulada de "bate-estaca" e seus apreciadores de "clubbers". As drogas químicas estavam sempre presentes, fosse o ácido, o ecstasy, o GHB ou o Special K. As raves passaram então a acontecer em locais afastados dos grandes centros, a fim de evitar atritos com outras tribos, e de não descaracterizar o evento. Mas como tudo que mais cedo ou mais tarde acaba "pegando", com a música eletrônica não foi diferente. Rapidamente ela estava presente em grandes boates, fechadas, lotadas de gente e regadas a álcool. O que tinha esse cenário em comum com as raves, além da música? As verdadeiras raves eram realizadas em sítios, num clima de paz, com muita água e pouco álcool, cheias de gente a fim de curtir e sentir a música, distantes da realidade barulhenta das casas noturnas. Era uma confraternização, onde não havia motivo para chatear-se, a música não tinha fim, sem o desagradável assédio de pitt-boys, e com muita liberdade onde todos tinham suas viagens, curtiam suas ondas e se expressavam da forma que bem entendessem. Não é de se espantar que essas festas fossem dar errado dentro de boates. As drogas químicas agora são consumidas em excesso, misturadas com bebidas alcoólicas e à base de cafeína. Não se curte mais a onda num cenário tranqüilo e em meio a natureza. Se criou uma atmosfera na qual a ordem é "quanto mais melhor", onde as drogas são consumidas como uma fuga da realidade, sem limite. Limite apenas para o horário do término da festa, e com isso, a chegada da depressão. Deixando a caretice de lado, já que quem quiser experimentar drogas vai fazê-lo de qualquer jeito, o que se pode fazer é informar, a fim de preservar a vida de muita gente que sai tomando coisas que nem sabe do que é feito. Segue um breve informativo das drogas químicas mais consumidas atualmente por jovens à noite: Ácido- O conhecido LSD pode ser encontrado em várias tipos. Geralmente são folhas desenhadas, que são recortadas em pequenos quadradinhos. Pelo fato de cada ácido conter apenas uma pequena parte do desenho, muitas vezes fica difícil distinguir qual é o ácido que se está tomando. Alguns têm um desenho só no ácido, o que facilita o reconhecimento, mas a maioria é composta de anfetaminas, o que deixa a pessoa mais agitada e sem sono, capaz de agüentar horas e horas dançando. Poucos "dão onda". Se for tomar, limite-se à droga, deixando o álcool de lado nessa noite. Tome muita água para hidratar o organismo. O consumo médio varia de um quarto de um ácido até um inteiro. Acima dessa quantidade, torna-se perigoso. As substâncias químicas que compõem o ácido ficam de 60 a 120 dias no organismo. Ecstasy - Mais conhecido como a "droga do amor", pode ter diversos desenhos gravados num comprimido. Seus efeitos são bem diferentes do ácido, por não possuir anfetaminas. Possui substâncias alucinógenas que acarretam as "ondas". Quando consumidas em um ambiente com música, as sensações mais freqüentes são as de "sentir" a música e vê-la colorida. Há um aumento das sensações, principalmente de todas as ligadas ao prazer físico. Quando consumido, a pessoa se torna mais afetiva e ri com freqüência, aparentemente sem motivo.
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