
Por: Grace de Córdova
Fotos: Paula Gonzalez
Goorias – Imagem & Ação
Aconteceu na noite da quarta-feira, dia 30 de agosto, no Bar Opinião, em Porto Alegre, o show de lançamento de Todos os Tempos quarto disco da banda gaúcha Cachorro Grande.
O álbum foi gravado no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro e resgatou novamente -eles já haviam experimentado no disco As Próximas Horas Serão Muito Boas (2004), gravado no lendário Estúdio Bafo de Bira, em Porto Alegre- a sistemática em que as bandas da antiga gravavam suas bolachas: Todos os Tempos foi feito praticamente ao vivo “Na verdade, foi um show dentro do estúdio, com liberdade total. Gravamos como os gringos faziam nos anos 60 e 70”, compara Rafael Ramos, produtor do álbum que já assinou trabalhos de bandas como Los Hermanos e Raimundos e que produziu o trabalho anterior da banda, 'Pista Livre' (2005) disco que levou os guris para o grande público. Foi dele a sugestão de não seguir o método convencional de gravar instrumentos e vocais separadamente. “Gravamos tudo em um ou dois takes, três no máximo”, conta o produtor. O resultado desta espontaneidade é a sonoridade de um show. 'Nunca mais vamos gravar um disco da forma tradicional. Essa foi a melhor experiência que poderíamos ter tido', arremata o vocalista Beto Bruno.
Juntos na estrada desde o final dos anos 90, Todos os Tempos marca uma nova fase da banda. Além do natural amadurecimento musical, neste disco a banda passou a contar com a colaboração de todos os integrantes na hora de compor: o baterista Gabriel Azambuja, o baixista Rodolfo Krieger e o tecladista Pedro Pelotas. “Assim é muito mais divertido. A Cachorro Grande não é mais um sonho levado apenas por dois caras. Agora virou uma banda mesmo”, comemora o vocalista Beto Bruno que antes dividia a responsa de compor com o guitarrista Marcelo Gross. 'As bandas que a gente curte, compunham assim'. Aliás, são explícitas as referências aos Beatles, Stones, Mutantes, tanto na influência musical quanto no visual, com terninhos alinhados, cabelos desgranhados.
Os guris que se conheceram nas ruas de Porto Alegre e que agora estão em São Paulo, mostraram no show por que estão estourando país a fora: o vocal irado de Beto (agora na medida certa), banda sintonizada e com baita presença no palco emolduradas por arranjos bem pegados. Para alegria geral da galera - em maioria preocupados com o bom e verdadeiro rock e não com o figurino para a festa- o espetáculo contou com um pout pourri da carreira da banda, que impossibilitou que alguém ficasse parado.
O público afinadíssimo mostrou que os gaúchos estavam saudosos das latidas roqueiras, curtindo as confirmadas Sexperienced, As Últimas Horas Serão Muito Boas, Velha Amiga, Hey Amigo e Lunático. Destaque para as novas ‘O Que Você Tem’ escrita e cantada pelo guitarrista Marcelo Gross e a supimpa 'Roda Gigante' ...Se estou com meus pés no chão posso voar mais alto... que mostra bem aquela tal sonoridade 'Mutantes' que a banda tanto refere como influência. A composição viajandona é garantida pelas notas de Pedro Pelotas em seu órgão Hammond, que é um dos instrumentos vintages mais cobiçados atualmente. Bonito de ver o silêncio satisfeito de Beto que virou platéia enquanto público entoava delirante o hit Dia Perfeito que de resposta ganhou uma reverência na emoção 'Vocês são ótimos', agradece o vocalista. Obrigada, vocês também.
Todos os Tempos é para todas as horas. Aprecie sem parcimônia. Yeah!
Goorias – Imagem & Ação
Aconteceu na noite da quarta-feira, dia 30 de agosto, no Bar Opinião, em Porto Alegre, o show de lançamento de Todos os Tempos quarto disco da banda gaúcha Cachorro Grande.
O álbum foi gravado no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro e resgatou novamente -eles já haviam experimentado no disco As Próximas Horas Serão Muito Boas (2004), gravado no lendário Estúdio Bafo de Bira, em Porto Alegre- a sistemática em que as bandas da antiga gravavam suas bolachas: Todos os Tempos foi feito praticamente ao vivo “Na verdade, foi um show dentro do estúdio, com liberdade total. Gravamos como os gringos faziam nos anos 60 e 70”, compara Rafael Ramos, produtor do álbum que já assinou trabalhos de bandas como Los Hermanos e Raimundos e que produziu o trabalho anterior da banda, 'Pista Livre' (2005) disco que levou os guris para o grande público. Foi dele a sugestão de não seguir o método convencional de gravar instrumentos e vocais separadamente. “Gravamos tudo em um ou dois takes, três no máximo”, conta o produtor. O resultado desta espontaneidade é a sonoridade de um show. 'Nunca mais vamos gravar um disco da forma tradicional. Essa foi a melhor experiência que poderíamos ter tido', arremata o vocalista Beto Bruno.
Juntos na estrada desde o final dos anos 90, Todos os Tempos marca uma nova fase da banda. Além do natural amadurecimento musical, neste disco a banda passou a contar com a colaboração de todos os integrantes na hora de compor: o baterista Gabriel Azambuja, o baixista Rodolfo Krieger e o tecladista Pedro Pelotas. “Assim é muito mais divertido. A Cachorro Grande não é mais um sonho levado apenas por dois caras. Agora virou uma banda mesmo”, comemora o vocalista Beto Bruno que antes dividia a responsa de compor com o guitarrista Marcelo Gross. 'As bandas que a gente curte, compunham assim'. Aliás, são explícitas as referências aos Beatles, Stones, Mutantes, tanto na influência musical quanto no visual, com terninhos alinhados, cabelos desgranhados.Os guris que se conheceram nas ruas de Porto Alegre e que agora estão em São Paulo, mostraram no show por que estão estourando país a fora: o vocal irado de Beto (agora na medida certa), banda sintonizada e com baita presença no palco emolduradas por arranjos bem pegados. Para alegria geral da galera - em maioria preocupados com o bom e verdadeiro rock e não com o figurino para a festa- o espetáculo contou com um pout pourri da carreira da banda, que impossibilitou que alguém ficasse parado.
O público afinadíssimo mostrou que os gaúchos estavam saudosos das latidas roqueiras, curtindo as confirmadas Sexperienced, As Últimas Horas Serão Muito Boas, Velha Amiga, Hey Amigo e Lunático. Destaque para as novas ‘O Que Você Tem’ escrita e cantada pelo guitarrista Marcelo Gross e a supimpa 'Roda Gigante' ...Se estou com meus pés no chão posso voar mais alto... que mostra bem aquela tal sonoridade 'Mutantes' que a banda tanto refere como influência. A composição viajandona é garantida pelas notas de Pedro Pelotas em seu órgão Hammond, que é um dos instrumentos vintages mais cobiçados atualmente. Bonito de ver o silêncio satisfeito de Beto que virou platéia enquanto público entoava delirante o hit Dia Perfeito que de resposta ganhou uma reverência na emoção 'Vocês são ótimos', agradece o vocalista. Obrigada, vocês também.Todos os Tempos é para todas as horas. Aprecie sem parcimônia. Yeah!
Marcadores: musica


