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Os DJs não são exclusividade
de boates, festas e raves. O DJ Túlio, por exemplo,
toca nos finais de semana no Empório, um bar que, lá
pelas tantas, tem metade de seu espaço tomado como
pista de dança pelos freqüentadores. Fica difícil
circular por ali, ainda mais que o som só pára
por volta das quatro da manhã. Isso porque a casa fecha,
senão o povo "insaciável" ficava até
o sol raiar. Nessa entrevista, Túlio, de 23 anos, nos
conta um pouco do seu trabalho como DJ já há
4 anos na casa e lista as melhores músicas que rolam
por lá.
Como você começou
a tocar?
Comecei pequeno, com 16 anos, tocando em casa, brincando,
até que eu comecei a tocar profissionalmente em uma
boate, a Doctor, que fechou. Aí eu comecei a tocar
numa boate chamada Faraó. E eu mentia que tinha 19
anos pra tocar lá. Teve até um lance engraçado
que um dia meu pai apareceu na boate me procurando e o dono
ficou muito nervoso achando que era do juizado de menores.
E quando rolou de
você tocar aqui no Empório?
Eu fiz duas festas no segundo andar que foram muito boas,
muitos cheias e aí o Vicente me chamou para tocar aqui
e na outra semana eu já tinha começado.
Você
sente muita diferente entre tocar em um bar e tocar para uma
pista?
Tem muita diferença. Ao mesmo tempo é bom e
ruim. É bom porque você se sente muito em casa,
você se sente muito à vontade. Não tem
aquela coisa que intimida às vezes de boate e festa.
Mas ao mesmo tempo é chato porque as pessoas abusam
demais da sua boa vontade: pedindo música, enchendo
o saco a noite inteira. Algumas pessoas pensam que estão
em casa...
Onde você já
tocou?
Em tanto lugar pra lembrar assim de cabeça... Já
toquei na Fundição Progresso, na Gueto, em um
monte de festas, no Les Artistes, em mercados de moda, já
trabalhei com desfile, toquei no Terraço do Rio Sul,
Teresópolis, Brasília, Porto Alegre. Um monte
de lugar.
E qual é a
melhor pista do Rio?
A melhor pista é aquela que você tá se
divertindo, que o pessoal tá gostando do som e tá
dançando. Não acho que tenha um lugar específico.
Qual foi a sua melhor
festa?
A melhor festa que eu fiz não foi no Rio de Janeiro,
foi em Brasília num galpão que a galera fechou.
E o legal dessa festa é que tinha uma bateria de escola
de samba tocando junto. E do nada acabou a luz e a bateria
começou a tocar e a galera dançando sem luz
até a energia elétrica voltar.
Quais são seus
projetos para os próximos meses?
Tem muita coisa que não está fechada, então
não posso falar. Mas tem um projeto de tocar em bares
que estão começando a fazer um esquema com discotecagem,
o que é legal: um bar bem freqüentado (ele não
divulgou o nome) estar colocando um DJ numa quarta ou quinta.
O que você toca
no Empório?
Rock pop nas sextas e sábados e nos domingos rock indie,
uma coisa mais lado B com convidados. Na sexta e no sábado
é muito pop então a gente fica meio travado
de tocar o que a gente quer, então tem que ser mais
maleável com o que a galera quer ouvir. Mas no domingo
a galera vem pra ouvir som . O som que eu gosto de botar:
Bjork, Cranberries, Pixies...
| Top
10 do que toca no Empório |
| Lugar do caralho |
Wander Wildner |
| Every you and every me |
Placebo |
| Girls and Boys |
Blur |
| Fun for me |
Moloko |
| Love will tear us apart |
Joy Division |
| It's the end of the world, as we
know it |
REM |
| Buddy holly |
Weezar |
| Suedhead |
Morrissey |
| Where is my mind |
Pixies |
| Blister in the sun |
Violent Femmes |
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