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Altair
Domiciano Gomes, 57 anos, é a figura aí ao lado.
Também conhecido como Zé das Medalhas, por motivos
óbvios, o balconista da Farmácia do Leme da
Prado Júnior chegou a ter 15 quilos extras, garantidos
pelos balagandãs.
Tudo começou em 1971, quando, já
trabalhando no setor de perfumaria da Farmácia, ganhou
de um menino uma peça de rádio de pilha e pendurou-a
no pescoço. Foi assim que esse fluminense de Porciúncula
que chegou ao Rio em 1957, encontrou sua identidade. "Sofri
todo tipo de discriminação, antes disso. Copacabana
era o bairro mais elegante do mundo, naquela época.
Eu trabalhei como faxineiro numa casa de família na
Av. Atlântica, e não podia negro no prédio",
conta.
Morador
da Prado Júnior há 40 anos, Zé das Medalhas
é testemunha ocular da história da rua e garante
que, nos tempos do Beco da Fome, ficou amigo de muita gente
como Roberto Carlos, Arlete Sales e Jô Soares. Hoje,
amigo e conselheiro de muitas das "meninas" da rua,
Seu Altair tem todo o orgulho do mundo de ser como é:
"quero morrer aqui, feliz, do jeito que eu sou".
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