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por Fernando Puga
RJ
Zé das Medalhas

Altair Domiciano Gomes, 57 anos, é a figura aí ao lado. Também conhecido como Zé das Medalhas, por motivos óbvios, o balconista da Farmácia do Leme da Prado Júnior chegou a ter 15 quilos extras, garantidos pelos balagandãs.

Tudo começou em 1971, quando, já trabalhando no setor de perfumaria da Farmácia, ganhou de um menino uma peça de rádio de pilha e pendurou-a no pescoço. Foi assim que esse fluminense de Porciúncula que chegou ao Rio em 1957, encontrou sua identidade. "Sofri todo tipo de discriminação, antes disso. Copacabana era o bairro mais elegante do mundo, naquela época. Eu trabalhei como faxineiro numa casa de família na Av. Atlântica, e não podia negro no prédio", conta.

Morador da Prado Júnior há 40 anos, Zé das Medalhas é testemunha ocular da história da rua e garante que, nos tempos do Beco da Fome, ficou amigo de muita gente como Roberto Carlos, Arlete Sales e Jô Soares. Hoje, amigo e conselheiro de muitas das "meninas" da rua, Seu Altair tem todo o orgulho do mundo de ser como é: "quero morrer aqui, feliz, do jeito que eu sou".




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