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Passar
por qualquer lugar do Baixo Leblon nas noites de quarta a
domingo, é encontrar na certa seu Francisco das Flores,
78 anos. Ele é aquele velhinho simpático, sempre
de fraque e que, com versinhos de sua própria autoria,
vende rosas aos apaixonados. Já há 36 anos.
Antes de se tornar o Dom Quixote do romantismo nas noites
cariocas dos tempos de hoje, seu Francisco foi candango na
construção de Brasília, onde passou dois
anos, voltou ao Rio, onde nasceu, e foi trabalhar como barman
na falecida boate Macumba, na Barra. Depois de 12 anos, quando
a casa cantou pra subir, veio a idéia de vender as
flores que sua mãe plantava. Transitou por Copacabana,
Barra e São Conrado durante 15 anos, mas há
20, só trabalha no Leblon. Seu Francisco diz que seu
maior orgulho é, com suas flores, "manter acesa
a chama do romantismo" nos "corações
amantes" do "nosso Leblon".
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