Quando abrirem as portas do Oi Futuro Ipanema no próximo dia 4 de outubro, terá início a 7º edição da mostra Live Cinema – que ocupará a fachada, a vitrine e as Galerias 1 e 2, exibindo até o dia 12 de outubro trabalhos de 10 artistas que utilizam em suas apresentações a manipulação de imagens e som em tempo real. Durante este período, a mostra também se desdobrará para a Biblioteca Parque de Niterói, a Biblioteca Parque Estadual no Rio, e uma parceria com o projeto Cinemão que vai levar a mLC para uma praça pública no Méier além de uma oficina no Sesc São Carlos em São Paulo.

“A Mostra Live Cinema começou como um evento dentro do Festival de Cinema do Rio. A maioria dos artistas daquele ano eram VJs que sentiam necessidade de sair da pista de dança e exibir seus trabalhos numa sala de cinema. Somos muito gratos a OI por ter entendido a importância daquele momento e patrocinado essa experiência, que continuou anualmente. De lá pra cá, recebemos centenas de propostas de artistas diversos (visuais, performáticos, programadores, cineastas) e a Mostra vai se moldando de acordo com as tendências de cada ano que são apresentadas nas inscrições disponíveis no web site”, conta a curadora e documentarista Marcia Derraik. 

Ela e o artista multimídia Luiz Duva tiveram a desafiadora missão de escolher trabalhos entre 114 inscritos, recorde da Mostra. “A curadoria analisa cuidadosamente cada proposta e seleciona a partir da pertinência da performance com o conceito da Mostra Live Cinema e com a tendência do ano, a adequação aos espaços que dispomos e os limites orçamentários da produção do evento. Muitas e muitas boas propostas não são absorvidas mas disponibilizamos nosso website e redes sociais para todos os artistas interessados em divulgar seus trabalhos e trocar informações e experiências”, ressalta Derraik.

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Entre as principais atrações deste ano, na abertura, dia 04, está Maotik (França)que já criou ambientes imersivos para marcas como Chanel, Omega e Chivas e prepara uma instalação interativa chamada Omnis – que convida o público a explorar sua percepção espacial e noção temporal através de um sensor infravermelho chamado Leap Motion. Outro nome de respeito, DJ Dolores apresenta junto de Mary Gatis com o projeto Banda Sonora Duet, uma compilação de músicas compostas por DJ Dolores para filmes brasileiros nos últimos 15 anos, incluindo “O Som ao Redor”, indicado pelo Brasil para concorrer ao Oscar em 2014.

Criado em maio de 2013, o Coletivo Plástico Preto é formado por um grupo multidisciplinar composto por Caeso, Fábio Köhler, Isadora Petrauskas, Juliana Mansur, Kiko Duarte, Lara Schueler, Raphael Simoens e Rodrigo Belay, artistas visuais, músicos, atores de teatro, designers, fotógrafos e videoartistas. “Já nos apresentamos em espaços alternativos, públicos/privados e já realizamos performances na rua, em galerias de arte e dentro de um cinema. Nossa apresentação mais marcante foi no espaço Olho da Rua, onde realizamos a performance + exposição convidando 8 artistas visuais e 3 coletivos de grafite. No Live Cinema iremos apresentar a performance_00007, que leva esse nome por ser a sétima etapa do processo contínuo de construção do trabalho do coletivo. Um dos conceitos que trabalhamos é o big data, e entendemos que esse é apenas o início de inúmeras performances que faremos juntos. Por isso a nomenclatura como versionamento de um arquivo digital”, explica o coletivo que, após a performance deixará o que restar da performance exposto na galeria do Oi Futuro Ipanema.

 

 

No encerramento do evento, dia 12, o Uaná System, formado por Waldo Squash e Luan Rodrigues, do Gang do Eletro, produz mashups mesclando diversas referências visuais e sonoras da Amazônia. Eles levam para a uma praça do Méier uma viagem audiovisual tropical repleta de psicodelia e groove junto de rítmos nortistas como o carimbó, siriá, lundu, cumbia e guitarrada.

Confira a programação completa no site http://livecinema.com.br/