Em boca fechada não entra mosca. E nem sai bobagem.

A gente precisa aprender a calar a boca com urgência. É sério. Ultimamente tenho a sensação de que o ser humano descobriu ontem que tem voz e saiu por aí tagarelando como se não houvesse amanhã. Falam pelos cotovelos não só na linguagem falada, mas principalmente na escrita vide a quantidade de posts sobre situações comuns do cotidiano de qualquer habitante da face da Terra que é compartilhada a cada segundo nas redes sociais. Óbvio que me incluo nessa lista de matracas e me pego constantemente discutindo mentalmente comigo mesma pra saber qual a necessidade de falar tanto.

Como se não bastasse o excesso de assunto e palavras jogadas ao vento, a qualidade do que se fala e consequentemente, se escuta é inversamente proporcional. Cristo, socorro! Quantas oportunidades de ficar calado o ser humano perde a cada instante. O mundo parece que virou um grande elevador e o melhor seria que as pessoas “viajassem” em silêncio.

Será que tanto blá, blá, blá é carência? Exibicionismo? Autopromoção? Autoflagelação? Solidão? Ansiedade (vai que o mundo acaba e você não se expressou o suficiente?) ?Sei lá o que é, só sei é que a gente precisa se policiar mais pra falar menos, escrever menos, lançar menos ideias e palavras à toa pelo ar. Ficar em silêncio purifica não só as cordas vocais, mas a alma e os ouvidos do planeta.

Admiro muito quem consegue segurar dentro da boca aquilo que pensa na maior parte do tempo. Já dizia um ditado que aprendi há anos no colégio: a palavra é prata o silêncio é ouro. Sendo assim, calo a boca agora mesmo. Eu juro.

por Menina de Ar (http://meninadear.blogspot.com.br/)

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