Em sua nona edição, o Humaitá pra Peixe está prometendo mudar o curso das águas deste verão. Muito bem denominado por Calbuque, no Globo (Megazine, 09/01), de “Peixe in Rio”, o evento é uma bela alternativa para os que cansaram do ‘main stream’. O festival acontece todas às terças e quartas de janeiro no Espaço Cultural Sérgio Porto, a partir das 20h. Serão 8 dias de show apresentando o que há de melhor no cenário musical alternativo.

Humaitá pra Peixe

Idealizado e produzido por Bruno Levinson, o HPP é um dos frutos do CEP 20.000. O CEP é o filho pródigo do ícone carioca Chacal, que há 10 anos vem angariando com a Rio Arte espaço para novos projetos na cidade. “O Carioca”, “CEP 20milsica”, “Almanaque”, “Fala a Palavra”, “CEP Vinteatro” estão aí para comprovar o quanto essa galera é persistente e produtiva.

Com o Humaitá pra Peixe, aconteceu a mesma coisa. Resistente e em pleno vapor, o formato do festival que vemos hoje é um tanto quanto diferente de alguns anos atrás. Quando surgiu, no começo dos anos 90, o HPP era uma mescla de diversas manifestações culturais. O que se via era uma geração sedenta se expressando através de poesia, música, teatro e dança, tudo compartilhado no Espaço Sérgio Porto. No entanto, foi inevitável perceber que a quantidade de novas bandas e músicos era explosiva – uma verdadeira demanda reprimida precisando apenas de espaço e oportunidade para apresentar seu trabalho. Daí para o festival nascer “oficialmente” e passar a ser exclusivamente musical, foi um passo. Nas mãos de Bruno e com todo movimento possível, o Humaitá Pra Peixe sempre fez jus ao nome e às expectativas de seu público: colocar todos para nadar, seja lá qual fosse o rumo da correnteza. Segundo Bruno Levinson, “o que mais importava era que esta nova geração não tinha nenhum problema em olhar para o Brasil, sua cultura e, principalmente, seus ritmos. Era uma batida de forró aqui, outra de maracatu ali, uma pitada de samba acolá e assim surgiam Chico Science e Nação Zumbi, Raimundos, Planet Hemp, entre tantos outros”.

Por Clarisse Cunha


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