LIVE CINEMA APRESENTA ‘REMIX’ DE FILMES

A nona edição do Live Cinema chega ao Rio de Janeiro entre os dias 06 e 09 de agosto e traz pela primeira vez na cidade o artista alemão Robert Henke, que fará uma apresentação no Cine Odeon (no sábado, 08) e palestra no Parque Lage (no domingo, 09). A escalação conta ainda com uma performance na abertura (quinta, 06) no Oi Futuro Ipanema com Daniel Limaverde e Antonio Hofmeister e ‘remix’ de filmes com os cineastas Emilio Domingos e Simplicio Neto (sexta, 07).

 

Os Nefelibatas_300dpi(Simplicio Neto e Os Nefelibatas)

Confira um bate-papo com Simplicio Neto sobre sua participação no Live Cinema:

01 – Como será sua apresentação? Será show? VJ?

Simplicio Neto – É show de banda e apresentação de VJ, tudo junto e misturado, fazendo Cinema ao Vivo, claro. É uma performance multimeios em que eu encarno meus alter egos – o DJ Simpla da Festa Dínamo e o VJ Simpla da Festa PHUNK!, festas que fizerem história na noite carioca – para fazer um remix audiovisual em tempo real de meu documentário ˜Carioca era Um Rio”.  Re-editando, re-dublando, re-sonorizando e re-trilhando a obra no palco, estarei acompanhado por músicos egressos da Banda Filme, minha banda na época do filme e a criadora da Trilha Sonora Original, e Os Nefelibatas, a minha banda atual, onde sou o cantor e compositor principal.

02 – Como você avalia a construção e impacto de uma obra remixada ao vivo em relação à complexidade que requer a produção num set de filmagem?

Na verdade, e eu sempre senti fazendo VJ na noite e fazendo cinema de dia, que o velho cinema ainda tem aquela onda da obra fechada, sim, rola muito improviso no set, mas toda essa complexidade é domesticada depois na ilha de edição, os erros são consertados, as melhores partes são na verdade super construidas depois e ficam fechadas numa obra terminada que ainda almeja, como um livro, ou uma pintura clássica, ser uma obra eterna, e tal. Mas o VJ faz um filme na hora, uma edição viva, uma obra em eterna feitura, efemera, aberta, nunca acabada, a tal da “work in progress”.

O que acontece é que é o impacto de uma obra remixada o que sensibilidade de hoje mais exige, nos youtubes e blogs inacabados da vida. O cinema foi a arte do século XX, mas no XXI vivemos uma era pós cinema, de gente vendo video de 6 minutos no app Vine, no celular, que bem ou mal contam uma historia do mesmo jeito e também de gente que vai a festas curtir e ser protagonista de sua própria historia audiovisual nos instagram da vida, tirando selfie em eventos cheio de performances artisticas de vários tipos, de DJs até gente fazendo malabares, com projeção de video mapping pra tudo quanto é lado, ás vezes passando mensagens politicas, como na época das jornadas de junho, o tal videoativismo.

03 – Como recebeu o convite para participar do Live Cinema?

Fico feliz de me sentir meio que pioneiro nisso aqui no Rio com a Phunk, que tem duas décadas, e sempre acompanhei o Live Cinema. Como a própria proposta do meu doc novo tinha a ver com essa coisa da banda improvisando a trilha, a curadoria do evento achou que era a hora de VJ Simpla finalmente marcar presença por lá e me fizeram esse gentil convite-desafio que adorei. Parece que esse ano é uma edição especial, só com convidados de honra, digamos, por isso rolou, eu acho.

 

Emilio Domingos Foto 2 Remix(Emilio Domingos)

 

04 – Você se apresenta no mesmo dia que o Emilio Domingos. Qual a diferença e a semelhança do trabalho de vocês?

Dentro dessa ideia por isso suponho que armaram minha noite junto com outro parceiro fundador da Festa Phunk, que em paralelo comigo armou também uma carreira de documentarista e videomaker, sendo ambos amigos pessoais e colegas que juntos iniciaram essa piração multimídia nos eventos da Radio Pulga do IFCS, nos anos 90. É mais um pulo da Pulga, que sempre foi coesa, mas diversa: o papo do meu filme é ser um documentário sobre o rio que deu nome aos habitantes da cidade do Rio, onde os “rios brincam de esconder”, como resumiu Drummond. Papo histórico. Principal fonte de abastecimento de água da antiga capital brasileira por dois séculos, orientador do seu próprio traçado urbano, ele hoje é apenas um grande canal de esgoto submerso, que deságua na Baía de Guanabara. Lance Ecológico.

Mas uso isso tudo para pirar numa montagem de textos poéticos e de pinturas, numa pegada experimental. Emilio dominou a arte da entrevista e da reapresentação da imagem popular, e tive o prazer de elogiar tudo isso, os persongens que ele descobre e valorizada do mundo popular carioca, na cerimônia de entrega da Medalha Pedro Ernesto a ele, discursando junto com Fred

Coelho, nosso outro irmão de luta. Depois do sucesso da “Batalha do Passinho” estou ansioso pra curtir as estripulias dos moleques do “Deixa na Régua”.


Serviço:

SEXTA, DIA 07/08 

Local: Teatro Oi Futuro Ipanema (Rua Visconde de Pirajá 54, Rio de Janeiro)

Horário: 21h :: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)

Emilio Domingos em “Deixa Na Régua – Remix” 

https://www.youtube.com/watch?v=AMWiox7R1B0

Vj Simpla + Nefelibatas e o filme “ Carioca era um Rio” Live Remix

https://www.youtube.com/watch?v=Uzj-9m4ZYWY

 

Confira a programação completa do Live Cinema aqui:

http://livecinema.com.br/en/

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