PT: do inacreditável ao inacreditável

A Dilma foi tão bem na campanha do PT, nas Eleições de 2014, que no final da disputa o próprio Bottini, do Shoptime, se reuniu com a presidenta e convidou para entrar no seleto time de vendedores da empresa junto com sua equipe de marketing, se caso não fosse reeleita.

Ao contrário do que pregou no segundo turno, ela assumiu o mesmo programa econômico dos tucanos. Dilma começou 2015 promovendo medidas de ajuste fiscal e “retirada de direitos”. Foi toda de madrinha no casamento da Katia Abreu, a ministra da agricultura que afirmou que no Brasil não se tem mais latifundio. Agora a pouco apostou no Bendine, o técnocrata do capital financeiro, pra ser o novo presidente da Petrobras.

Hoje vi um amigo dizer “Pra quem tem dinheiro tá fácil demais”. É vero, homi. O Eike Batista, a Graça Foster, o Paulo Roberto Costa, o Renan Calheiros e tão pouco o Lula, jamais serão de pobres novos ou pobres de novo. Nem o FHC e nem o Chacrinha se estivesse vivo. O que está em jogo hoje é acima de tudo uma disputa de memória, como no Antigo Regime. É preciso não apenas matar o conjurado, é preciso expor seu corpo esquartejado.

Aqui nas terras tupiniquins a gente poderia dar educação de qualidade pros nossos bacuris e bacurias com os royalties do pré-sal. Seria o fim do ciclo de uma dominação escravocrata. Mas para que os escravistas do século 21 ganhem a parada, é preciso destruir a possibilidade de os trabalhadores fazerem melhor que os seus patrões.

O PT surgiu do inacreditável, no inícios dos anos 1980. Sabemos bem o por quê. Até a Elis Regina fazia shows e mandava sacos de dinheiro pro Lula financiar as primeiras reviravoltas de greves no ABC. Agora o PT trincou e está rachado. Muitas alas e facções. Diminuiu-se os quadros e aumentaram as agremiações. Isto me lembra uma vez que fui assaltado aqui em Porto Alegre. O cara me roubou cento e poucos pilas. Me devolveu vintão e disse “Pra tu não ficar achando que eu sou mau”. Quase dei um abraço nele, tamanha benevolência.

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