“Chegar ao fim do mundo é se dar conta do quanto não sabemos viver. E não estou falando só das inúmeras vezes que deixamos de nos permitir a algo mais ousado, que nos tire o fôlego ou nos surpreenda. Chegar ao fim do mundo é perceber que um novo começo está logo ali na nossa frente e que só depende da atitude de querer mudar.”

A Patagônia não nos surpreende só pelas paisagens incríveis, mas pela quantidade de mensagens ocultas que aparecem no nosso caminho para chegar ao destino tão desejado. Caminho este que nos mostra que é preciso ter cuidado, cautela e sobretudo respeito com aquilo que interage à nossa volta. Fazer parte daquele espaço é muito mais do que uma experiência é um envolvimento, uma conexão com você mesmo que te faz perceber o quanto somos pequenos e quem realmente está no poder.

Montanhas com neve em pleno verão, chuva, ventos fortíssimos, arco-íris de estarrecer os olhos, pôr do sol para reatar qualquer desentendimento. É através de paisagens como estas que vamos nos encontrando. A cada cidade e desafio alcançado, juntamos um pouquinho dos “cacos” pessoais e ultrapassamos limites inimagináveis, superando qualquer dor de cabeça ou probleminha cotidiano.

No total, foram 14 cidades, muitas fronteiras entre Argentina e Chile e a descoberta de lugares impressionantes, que nos reconectam a uma vida que se perdeu no meio de tanta correria, compromissos e horas de trabalho. Aqueles tantos “deixa para amanhã”, se tornavam inadiáveis com belezas e curiosidades a cada cidadezinha que chegávamos. Muitas delas, sem hotéis para nos recepcionar, pois, época de férias é assim mesmo, as famílias Argentinas se mudam para dentro dos seus carros e desbravam o que há de mais belo nos arredores, sem deixar para amanhã o que há de mais precioso no hoje: curtir a vida da forma mais simples que seja.

E nessa saga à procura de hotéis, a cidade mais próxima tornava-se vizinha. O lá, agora é logo ali e 200 km a mais, depois de já termos andado 500 km num só dia, fez com que perdêssemos a noção de distância. No fim das contas, só um colchão e um quarto limpo serviam. Às vezes tínhamos só o colchão mesmo, já que o desapego é algo que devemos ter em mente em todos os instantes quando o objetivo é a aventura.

Aventura que alimenta a alma e que nos faz ter força para ir cada vez mais longe. Nos faz ultrapassar os próprios limites e nos ensina algo extremamente importante: “Pratique o simples, viva o presente e sempre acredite que você pode chegar onde quiser”.

 

Confira algumas fotos da aventura ao Ushuaia

 

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