7 filmes de vampiros para esquecer a saga Crepúsculo

Se você acha que vampiro-galã era o Kiefer Southerland em Garotos Perdidos, e não entende o charme do Robert Pattison, essa lista de filmes de vampiros é para você.

Nossa lista de 7 filmes de vampiros

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A Dança dos Vampiros (Roman Polanski, 1967)

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A ideia poderia ser simples e clichê: Na Transilvânia, um professor e seu aprendiz resolvem sair à caça de vampiros. Mas o resultado é totalmente diferente do esperado. Numa mistura de terror e comédia, Polanski cria um dos maiores clássicos do gênero.

Com uma direção de arte exuberante, o filme constrói seu universo apresentando tipos marcantes como o vampiro judeu (em que a cruz não surte efeito) e o filho do conde, um vampiro homossexual hilário.

Polanski, além de dirigir, atua no filme como o medroso ajudante do protagonista que se apaixona pela personagem de Sharon Tate. A mocinha, protagoniza uma das cenas mais emblemáticas do filme, quando é mordida num sensual banho de banheira

Ideal para aqueles que ainda te medo dos seres das trevas e querem dar boas risadas.

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Fome de Viver (Tony Scott, 1983)

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Catherine Deneuve e David Bowie formam, nesse filme, um dos melhores casais do cinema dos anos oitenta. Em seu filme de estréia, Tony Scott desconstrói o universo vampírico retratando-os como seres neo-góticos de vanguarda, que vivem normalmente entre os humanos na cidade de Nova Iorque. O filme conta a história de um casal de vampiros que ao recorrerem a ajuda de uma doutora em geriatria, Susan Sarandon, se vêem presos num triângulo amoroso cheio de sexo, sangue música oitentista.

O Filme foi um fracasso de bilheteria, mas se tornou um cult do gênero. Começando com um clipe sombrio de banda Bauhaus cantando “Bela Lugosi’s Dead” e culminando numa cena de sexo de tirar o fôlego entre Susan Sarandon e Catherine Deneuve é ideal para aqueles que adoram reviver os idos anos oitenta.

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Drácula de Bram Stoker (Francis Ford Coppola, 1992)

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Baseado na obra literária do irlandês Bram Stoker, Coppola conta a história de Vlad Tapes, o Conde Drácula, talvez uma das figuras mais famosas do mundo vampiresco.

Na verdade, o filme é uma épica história de amor, onde Drácula tenta a todo custo reconquistar a reencarnação de sua paixão perdida no passado.

O filme é uma ode a estética, ganhou o Oscar de figurino e Maquiagem, e conta com atuações memoráveis de Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins e Keanu Reeves. Repleto de efeitos especiais, que ainda não envelheceram, é certamente o melhor filme sobre o Drácula já produzido.

Ideal para aqueles que gostam de torcer pelo vilão.

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Entrevista com Vampiro (Neil Jordan, 1994)

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Escrito por Anne Rice esse é um dos grandes clássicos do cinema dos anos noventa. No filme, Brad Pitt é um vampiro que resolve contar a um repórter sua trajetória de mais de duzentos anos de vida. É essa épica história que preenche a tela por mais de duas horas. É um filme de grandes personagens que encantam os admiradores de vampiros. Tom Cruise é Lestat o sensual e ambíguo vampiro que transforma o personagem de Brad Pitt, que por sua vez vive a eterna questão existencialista de sua imortalidade. Kirsten Dunst é uma criança que ao se tornar vampira vive eternamente presa ao seu corpo infantil e Antonio Banderas faz Armand, um dos mais antigos vampiros existentes.

Ideal para aqueles que gostam de uma boa história.

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Um Drink no Inferno (Robert Rodriguez, 1996)

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Escrito por Quentin Tarantino,  a grande sacada do filme é não mostrar nenhum vampiro até a metade da história. No início, vemos dois irmãos fugitivos da policia que marcam um encontro com um amigo em um bar no México. Até aí temos um ótimo filme de ação e comédia com excelentes diálogos e bom ritmo, mas é no bar que tudo se transforma. O ambiente está tomando pelos seres da trevas e quando o espectador descobre isso é tarde de mais: ou ama ou odeia o filme, que vira uma sucessão de sanguinolência, sustos e risadas na grande batalha que é travada pelos irmãos, dentro do bar, até o final do filme.

Ideal para quem quer despretensão e diversão.

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A Sombra do Vampiro (E. Elias Merhige, 2000)

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O Ano é 1922 e o famoso diretor alemão Murnau está filmando o seu clássico expressionista Nosferatu. Para fazer o melhor filme possível ele resolve contratar um vampiro de verdade, sem que o resto da equipe saiba. É nesse ambiente, o set de filmagem de um filme que realmente existe, que se passa essa história sombria e peculiar.

John Malkovich interpreta o cineasta alemão enquanto Willem Dafoe recria com maestria o vampiro Nosferatu.O filme é uma grande homenagem ao cinema alemão, comparando a sede por sangue do vampiro à vontade de fazer cinema de Murnau.

Ideal para os amantes de cinema que já assistiram ao clássico Nosferatu, de F.W. Murnau.

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Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008)

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Este filme contemporâneo sueco é a prova de que a temática vampírica ainda rende boas histórias. Num subúrbio de Estocolmo, um menino de 12 anos sofre nas mãos dos colegas de aula quando conhece uma nova vizinha, um garota estranha que só sai para brincar a noite.

O filme é uma metáfora sobre o rito de passagem da adolescência e foge de qualquer clichê de vampiros. Os momentos de terror são sempre sutis, o que torna a história mais real e apavorante.

A direção é impecável e os enquadramentos do filme são de um rigor preciosista. O filme ganhou mais de sessenta prêmios pelo mundo, incluindo o festival de Tribeca.

Ideal para aqueles que não gostam de filmes de vampiro (e para os que gostam também)

Por Pablo Escajedo 

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