Este é um livro sobre mulheres. Mulheres e seus medos, devaneios e mistérios. Mulheres e seus sonhos, luxos e ideais. Mulheres e suas verdades, teorias e sabedorias. Mulheres e seus bichos, secretos ou explosivos, frutos de diferentes combinações e vivências.

Amante de Clarice Lispector, Adélia Prado e Elisa Lucinda, Ivana não poderia deixar de fazer uma literatura menos feminina. Labirinticamente sedutora, envolvente e enigmática, ela conta como as mulheres se vêem e se compreendem. Como são “diantes de si”. O retrato, composto desde sangue, gritos e lágrimas até sentimentos e flores primaveris, anuncia seres universais e atemporais – regidos pelos desejos mais secretos e delicados.

Tudo começou quando a escritora iniciou sua busca pela essência humana. Inevitavelmente se deparou com a palavra: a possibilidade de comunicação e, conseqüente, compreensão dos seres. Segundo ela, “palavras são como bichos: sem sentido, até o momento que pulam a cerca e encontram liberdade”, constatando que cada palavra, com toda sua mágica de sons e sentidos, serve de ponte entre as pessoas e o mundo.

A forma pela qual os seres se expressam no mundo e toda a tentativa de liberdade levou Ivana novamente a outro fim: a mulher. “Em todas as épocas, o discurso feminino caminhou na direção da liberdade”. Mais do que isso, ela se depara com a incerteza feminina. Através da metáfora não somente das palavras, mas também dos sentimentos, a autora descreve mulheres vulcões-em-erupção. Mulheres-bichos em processo de autoconhecimento.

Através da questão “se você pudesse renascer como um animal, qual gostaria de ser?”, Ivana mostra a essência feminina em busca de uma verdade, sabedoria e consciência de si, além de uma tentativa de compreensão de seus desejos por parte do outro.

 

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